Artes


Portfólio do segundo semestre 2024

Arte é algo que está presente na minha vida a muito tempo, mas desde 2022 eu conheci uma professora de artes incrível que conseguiu entender meu estilo e gostos para desenho e pintura, e me direcionar para expandir meu conhecimento e evoluir como artista. As aulas de artes acabaram ajudando qualquer outro projeto pessoal, trazendo algumas opiniões, ideias e abordagens diferentes da professora, então a maioria dos outros projetos (mapa do meu bairro, filme independente, fotografia) tiveram grande ajuda das aulas. 

Indo além de prática e repetição de desenho e pintura, durante as aulas trabalhamos consciência, movimento, e o cuidado com o processo. Estudando e praticando diferentes técnicas de desenho e argila, trabalhamos também outros aspectos artísticos e pessoais, levando em conta o impacto que o psicológico tem na arte.

Nos últimos meses trabalhamos em dois projetos durante as aulas: sólidos platônicos em modelagem e anatomia humana. 

O segundo estudo, que já não era um estudo recente, foi anatomia humana no desenho. Meu maior desafio na hora de desenhar corpo humano é trazer movimentos orgânicos e naturalidade, então esse foi o foco dos estudos dos últimos meses. Com trabalhos e exercícios de anatomia usando carvão vegetal, aquarela e grafite, eu aos poucos fui aprimorando meu desenho e entendendo melhor como funciona o corpo humano. Os estudos de anatomia estão longe de acabar, mas percebi uma boa evolução esses meses e mais ainda desde que comecei a fazer aulas de artes.


Portfólio do primeiro semestre 2025

Com o objetivo de entender melhor o corpo humano, melhorar meus desenhos de anatomia e estudar os ossos e músculos do corpo, eu e minha professora de artes desenvolvemos um projeto de modelagem de argila. Durante as aulas de artes, a gente fez reflexões e muitos desenhos para entender minhas dificuldades e objetivos de melhoria com o desenho anatômico. Decidimos estudar o corpo humano através de obras famosas, livros e muitos desenhos e rascunhos. 

Depois de estudar a maioria dos ossos e músculos do corpo e fazer desenhos para compreender melhor o funcionamento e formato, partimos para o estudo na argila, que seria o projeto principal. Durante algumas semanas, a gente modelou cada osso na argila usando livros e desenhos de referência e conectando os ossos através de arames, podendo demonstrar onde se localizam algumas das principais articulações do corpo e manter o movimento da escultura. 

Para a realização desse projeto foi necessário vários recursos diferentes. Lápis grafite, canetas nanquim e carvão vegetal foram usados para os rascunhos e primeiros desenhos do corpo humano. Argila, ferramentas de modelagem de argila, arames e alicates foram os principais recursos para fazer a escultura. Um recurso que foi essencial foram as fontes e referências, o livro Anatomia Artística foi o mais usado, o aplicativo EasyAnatomy3D foi também muito útil como referência, e obras de Michelangelo também foram usadas como fonte de estudo de músculos.


Os estudos de arte se dividem em dois, as práticas e estudos que acontecem durante as aulas de arte que são direcionadas pela minha professora de artes, e os estudos feitos em casa seguindo meus estudos de arte pessoais. 

Durante as aulas de arte eu estudei muito sobre anatomia artística e recebi feedbacks e exercícios sobre meus desenhos pessoais. Os estudos de anatomia artística começaram com pesquisas e práticas de desenho, rascunhando os ossos e músculos. Depois iniciamos o projeto principal que era modelagem dos ossos com argila, um exercício complexo e importante para entender o funcionamento do corpo. A escultura tem todos os ossos, a maior parte das articulações que funcionam com arame e o projeto durou três meses para ser concluído.

Os estudos de arte em casa foram mais simples. Durante esse semestre eu exercitei bastante o desenho de anatomia, usando como referência pessoas na rua e familiares. Também desenhei bastante personagens, exercitando não só o desenho mas também a prática de criação de personagem. Lápis de cor e canetas coloridas também foram bem presentes nos meus últimos desenhos, também me arrisquei na arte digital fazendo desenhos no Magma. 

A arte exige muitos recursos e materiais, os principais usados esse semestre foram: materiais de arte como lápis, canetas, tintas, carvão vegetal, papeis Canson, etc. Os pincéis do Magma também foram usados nas artes digitais.

Outros recursos também foram importantes para minha evolução na arte, como visitar o museu do Masp em São Paulo, livros e quadrinhos como J. Carlos Em Revista, Muchacha da Laerte, Asterios Polyp de David Mazzucchelli e toulouse lautrec grandes mestres.



Portfólio do segundo semestre 2025

Os estudos artísticos deste semestre foram divididos em dois, os exercícios terapêuticos durante as aulas de Tarot, e os estudos de cores durante as aulas de artes. 

As aulas de tarot funcionam com o estudo de cada carta separada uma vez por semana, por ser um estudo terapêutico bem complexo e profundo, antes do conteúdo teórico era realizado exercícios de prática artística para que a vivência seja mais completa e para entender melhor a carta estudada. Os exercícios variam entre pintura de aquarela molhado-no-molhado, desenho de carvão vegetal ou giz pastel seco, e modelagem com argila. São exercícios que trabalham muito mais a intuição, o psicológico e as simbologias, fugindo da técnica. 

Os estudos de cores da aula de artes foram inspirados nos estudos da artista antroposófica Liane Collot d’Herbois. Já sendo estudado previamente teoria de cores, agora fomos mais a fundo entendendo o movimento das cores, cores de sombra e de luz, e como harmonizar tudo isso. Os estudos foram feitos usando giz pastel seco, tornando todo o processo até sensorial já que é usado somente as mãos para trabalhar, foram feitos alguns trabalhos entendendo progressivamente as cores de sombra e de luz e aplicando tudo em um trabalho final livre. 

Os estudos de cores a princípio foram bem confusos pra mim, são ideias bem diferente do que estou acostumada. Entender o movimento das cores, porque cada cor tem esse movimento, cores de luz e de sombra, cores de frente e de fundo, é tudo muito interessante e que depois que entendi a abordagem técnica o exercícios ficaram mais fácil na prática. Foi impressionante ver como o estudo responde no cérebro vendo a harmonia tão natural surgir no papel, trabalhando minha percepção das cores cada vez mais apurada. É algo que quando se entende aparece no mundo e fica mais fácil de aplicar nos trabalhos artísticos.

O Tarot por seguir os estudos de Jung como um jogo terapêutico e não adivinhatório acaba transformando o estudo em algo bem complexo e profundo, por isso as vivências artísticas de cada carta foram muito importantes para compreender melhor a mensagem da carta. Os exercícios clareiam os significados e simbologias do Tarot, sempre com muita liberdade criativa para a mente fluir e depois observar a interpretação do subconsciente para o exercício, seguido do estudo teórico da carta e entender melhor o resultado de cada trabalho com uma abordagem psicológica.