Filme independente


portfólio segundo semestre 2024

Fazer um filme é de longe o projeto mais complexo que já fiz, é um processo longo, incrivelmente detalhado e muito difícil, principalmente por estar envolvido unicamente eu e mais duas amigas. 

Depois de longos meses de muito planejamento, organização, arrecadação de dinheiro, roteiro, figurino e muito mais, em julho a gente finalmente ia gravar nosso tão ansiado filme.

Mesmo planejando cada cena e detalhe, ninguém sabia o que esperar das gravações, seria um mês recheado de improviso, erros e acertos, e muita bagunça e diversão, e assim foi. Um mês de viagem para a cidade que seria filmado, exatos 11 dias de filmagens, foi uma experiência sem uma possível descrição exata. É claro que um projeto complexo como esse teve muitos momentos difíceis, que nada saia como planejado, tudo dava errado e o pânico e caos reinava no “set” de filmagens, mas com uma equipe parceira (também conhecidas como amigas de muitos anos), muitas risadas e improviso, o filme nasceu. Todas aquelas páginas de roteiro que escrevi, todos os personagens criados de um caderno velho e adolescentes entediadas, todo o dinheiro investido, finalmente registrado e filmado. 

Depois dessa grande aventura, eu voltei para casa com uma missão e muitas e muitas horas de gravação em mãos, agora eu precisava editar o famigerado filme.

Desde do começo essa ideia era meio absurda pelo seguinte fato que ninguém fazia a mínima ideia de como fazer um filme, eu não sabia como escrever um roteiro, mas escrevi. Eu não sabia como filmar, mas filmei. Eu nunca me imaginaria atuando em frente a câmeras, mas atuei em algumas poucas e seguras cenas. Editar o filme não era diferente, não tinha ideia de como fazer, mas iria descobrir.

Já sabendo que aplicativo eu queria usar, eu precisava aprender a usar. Nos últimos meses eu estudei através de um curso e experimentando a plataforma do Adobe Premiere Pro. Um aplicativo extremamente difícil para as habilidades de edição que já tinha, mas que seria o ideal para a edição de um filme. O curso durou um mês e meio, eram aulas pré-gravadas da plataforma Domestika, um curso rápido e essencial para o que eu precisava aprender. Agora com gravações e um aprendizado básico do Premiere, eu preciso editar o filme, então esse vai ser meu projeto para as férias. 


portfólio primeiro semestre 2025

A finalização do filme foi um processo longo e complexo. Depois de um ano de pré produção e produção, eu tinha muitas horas de filmagens para transformar em um filme finalizado em um semestre. A edição foi feita pelo Adobe Premiere Pro, uma ferramenta muito completa e exige um estudo prévio sobre como usar (eu fiz um curso no semestre anterior sobre Premiere). Por ser minha primeira experiência com edição de filme, eu comecei com muitos rascunhos, anotações e guias que fiz em cadernos para eu não me perder durante a edição.

Estando organizada, comecei com a escolha de arquivos, um processo lento de assistir as filmagens para selecionar os arquivos com a maior qualidade para serem usados e outros para serem descartados.

Com todos os arquivos escolhidos eu comecei a edição. A primeira etapa é os cortes grossos e posicionamento dos arquivos na linha do tempo,  já criando uma noção básica de como irá ficar no final e possíveis arquivos que terão que ser substituídos. Depois começa o processo minucioso de cortes detalhes, as transições de cenas tem que ser suaves e imperceptíveis, por isso exige um trabalho muito delicado de cortar arquivo por arquivo e assistir várias vezes até chegar no melhor resultado possível. 

Como o filme tem uma estética estranha e com cores vibrantes, o primeiro passo é igualar o máximo possível todos os arquivos para depois aplicar os efeitos alterando as cores. Depois de os arquivos estarem o mais próximos possíveis em questão de luz e sombra e cores, começo a trabalhar em um preset de cores que iria representar toda a estética do filme, para isso eu realizei pesquisas sobre fotografia e filmes, fiz um estudo rápido de cores para edição de filme, juntando todo esse material eu fiz alguns testes e cheguei em um preset de cores que passava a estética desejada e apliquei em todos os arquivos de uma vez. 

Com as principais etapas feitas e o filme estando quase completo, eu comecei a revisar e lapidar os detalhes que passaram despercebidos ou mudanças necessárias. Adicionei efeitos especiais, ajustei detalhes do áudio, ajustei enquadramentos que não estavam tão bons e alguns outros detalhes. Algumas reuniões com o resto da equipe também aconteceram e alguns ajustes surgiram a partir de opiniões da equipe. Depois de ter o filme finalizado, adicionei legendas que funcionam automáticas mas que precisam de ajustes pontuais. Também adicionei créditos finais, que incluem alguns vídeos dos bastidores das gravações. Um estudo sobre fonte e design também foi feito para que a fonte do título fosse escolhida corretamente e depois colocada no filme com um efeito de Chroma Key. Com o filme finalizado e já exportado corretamente, finalmente o projeto iria terminar.

Para finalizar esse projeto de um ano e meio, foi organizada uma estreia presencial em Ubatuba (onde o filme foi gravado), que reunia a equipe, os atores, familiares e amigos para assistir o filme. Depois de assistir o filme, aconteceu uma roda de conversa sobre o filme, onde todos presentes poderiam dar suas impressões, feedback, os atores e a equipe poderia contar como foi a produção do filme e assim o projeto poderia ser enriquecido e ser ampliado para além do filme. Três dias depois o filme foi oficialmente lançado no Youtube estando assim disponível para qualquer um assistir e oficialmente encerrando o projeto.

A finalização e edição do filme contou com os seguintes recursos: O principal foi o Adobe Premiere Pro, usado para toda a edição do filme. Para estudos sobre o Premiere foi utilizado um curso da Domestika. Para estudos de fonte e design eu usei o livro Tupigrafia 4 e New Poster Art. Para buscas de referências de cinema e design eu usei o aplicativo Pinterest, alguns canais no Youtube sobre cinema e filmes como Taxi Driver, Fallen Angels, Raising Arizona, Mysterious Skin. Outras referências visuais que usei foram a identidade visual do álbum Mellon Collie And The Infinite Sadness do The Smashing Pumpkins, do documentário Shirkers de 2018, os estudos e filmes do diretor Wes Anderson e do diretor Alfred Hitchcock.

Fazer esse filme me proporcionou viver várias coisas interessantes e saber como funcionam várias coisas que só é possível realmente saber como é feito. Criar o projeto em equipe foi um trabalho importante pra mim, lidar com as pessoas, atores e produtores envolvidos, é um trabalho que acho muito importante durante diversos momentos da vida e foi muito necessário na produção do filme. Outro ponto que foi desafiador e muito válido foi a grandiosidade do projeto, ter a pressão de ter se comprometido com outras pessoas, com dinheiro e com si mesma é algo que foi bem presente no projeto. O terceiro ponto que foi importante para mim, foi a conquista de ter finalizado o projeto com muito sucesso, claro que o importante era o processo, mas ter um resultado tão satisfatório e reconhecido por outras pessoas foi algo de extrema importância para mim. Foi um projeto intenso e que me trouxe inúmeros aprendizados e outras curiosidades.